Reino Unido e EUA: comparação cultural

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February 8, 2023

Aqui na sede da EF Academy em Zurique, temos membros da equipe de todo o mundo. Nesta semana, colocamos Rebekah, do Reino Unido, e Sara, dos Estados Unidos, frente a frente para falar sobre a cultura de seus respectivos países. Na lista de hoje, vamos falar sobre comida, idioma, feriados, música e educação.

Comida

Rebekah: Obviamente, o café da manhã inglês completo é algo bem importante no Reino Unido – salsichas, ovo frito, bacon, feijão, hash browns e black pudding (vou deixar você dar um Google nesse último…). Outros destaques bem conhecidos incluem fish and chips, chá com bolo e o tradicional assado de carne de domingo. Menos conhecidas são iguarias como toad in the hole, que são salsichas em uma massa de yorkshire pudding, e stargazy pie, que é coberta com massa e cabeças de peixe que encaram o céu*.

*Torta Stargazy

Sara: Existem todos os tipos de comidas incríveis que nós amamos nos EUA! Terra da torta de limão-siciliano (key lime pie), fajitas e o queridinho de L.A., frango com waffles. Sem mencionar uma infinidade de guloseimas como Cheez-Its e Pop Tarts. Ouvi dizer que também mandamos muito bem nos doces, com Reese’s e M&M’s em praticamente todos os sabores que você puder imaginar. Mas acima de tudo – tacos!

Idioma e gramática

Rebekah: Na Inglaterra, você sairia para caminhar com seus tênis, colocaria um suéter se estivesse frio e, se quisesse uma sobremesa, poderia pedir uma boa e velha fatia de bolo Victoria sponge. Além de algumas palavras diferentes, também temos algumas grafias diferentes – mantivemos o U em colour e, onde você poderia usar um Z na América, provavelmente usaria um S na Inglaterra (exemplo: realised vs. realized). Também temos até um sotaque inteiro com o nome da Rainha: o inglês da Rainha.

Sara: Nos Estados Unidos, saímos para caminhar de tênis. Se estiver frio lá fora, colocamos um suéter. E se quisermos uma sobremesa doce, talvez peguemos um cookie e, quando falamos em comer pudding, provavelmente estamos pensando naquele tipo instantâneo da Jell‑O. O inglês americano também tem uma reputação interessante por nossas escolhas de ortografia. Por algum motivo estranho, tiramos o “u” de palavras como “color” e “humor”, mas adoramos usar “z” (talvez achemos que fica estiloso)!

Feriados

Rebekah: Não sei se conseguimos rivalizar com o Groundhog Day dos Estados Unidos (que parece bizarro, mas muito divertido), mas temos algumas tradições de feriados bem únicas na Inglaterra. O dia após o Natal é o “Boxing Day”, que remonta à década de 1830, quando carteiros e rapazes de recados ganhavam uma “Christmas-box” como agradecimento pelo serviço. Mais recentemente, o Boxing Day é comemorado em família e muitas vezes marcado por um passeio pelo interior ou pela costa. Também comemoramos o aniversário da Rainha e casamentos reais.

Sara: Nos Estados Unidos, temos um monte de feriados que são meio bizarros. Um exemplo é o Dia da Marmota, em que um pequeno roedor põe a cabeça para fora da terra para ajudar a prever o tempo. Todo mundo usa cartola, fica tudo bem chique e, em algumas regiões, é uma parte enorme da cultura. Os norte-americanos também adoram o Dia de Ação de Graças – um dia em que família e amigos se reúnem para falar sobre tudo aquilo pelo que somos gratos e comer demais das nossas comidas reconfortantes favoritas.

Música

Rebekah: Lar dos Beatles, Elton John, Amy Winehouse e das Spice Girls – o grupo pop feminino mais vendido de todos os tempos – o Reino Unido sempre teve uma cena musical próspera. Embora nos últimos tempos grande parte da música britânica tenha sido influenciada pela cultura popular americana, ainda existem alguns gêneros que são britânicos de cabo a rabo. Cada um dos quatro países do Reino Unido tem suas próprias tradições distintas de música folclórica. Os irlandeses têm seus violinos, os escoceses adoram uma balada, os ingleses apreciam música com um toque medieval e os galeses preferem coros de vozes masculinas. O gênero folk no Reino Unido permanece popular e experimentou revivais nos séculos 19, 20 e 21.

Sara: Vários artistas e gêneros brilhantes chamaram os EUA de lar ao longo dos anos. Alguns dos gêneros dos quais os EUA podem se orgulhar incluem rock and roll, rhythm and blues (R&B) e country. Com um dos gêneros mais aclamados da América sendo o jazz, que tem suas raízes em Nova Orleans, Louisiana. Isso abriu caminho para artistas populares como Louis Armstrong, Elvis Presley, James Brown, Michael Jackson e Whitney Houston e artistas mais contemporâneos como Lady Gaga, Ariana Grande e Meghan Trainor.

Educação

Rebekah: No Reino Unido, as crianças devem frequentar a Escola Primária dos 5 aos 11 anos e a Escola Secundária dos 11 aos 16 anos. Após os 16 anos, a educação continuada é opcional. Estudantes entre 16 e 18 anos podem optar por frequentar o Sixth Form, onde estudarão A-Levels ou IB como preparação para a universidade. Ou podem escolher frequentar uma faculdade e começar a aprender uma profissão. O Reino Unido também abriga as duas melhores universidades do mundo: a Universidade de Oxford e a Universidade de Cambridge. Também é um grande defensor da tradição de internatos, com cerca de quinhentos internatos espalhados por todo o Reino Unido.

Sara: O sistema escolar dos EUA começa com a Escola Primária, onde os alunos devem frequentar a partir dos 5 anos de idade. Por volta dos 12 anos, os alunos passam para a Escola Intermediária, onde estudam por alguns anos como uma espécie de transição cultural entre a Escola Primária e o Ensino Médio. Aos 14 anos, os alunos começam a frequentar o Ensino Médio e geralmente se formam aos 18 anos de idade. Os alunos podem ingressar em faculdades ou universidades após a formatura do ensino médio e também podem escolher entre uma variedade de escolas técnicas. Os EUA abrigam várias das melhores universidades do mundo, incluindo Harvard, Stanford, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA).

 


 

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